O desemprego, o
empobrecimento da população, a ampliação das desigualdades sociais e a
constante migração dos menos favorecidos para os grandes centros aumentam cada
vez mais a demanda por equipamentos e serviços públicos de todas as naturezas, refletindo
o anseio da população por gestões públicas adequadas, eficientes e presentes.
Para atender toda essa demanda há a necessidade premente dos Municípios reunirem cada vez mais
recursos e também melhor geri-los, utilizando-se ou não do auxílio direto da
população para isso, a fim de aplicá-los na maior quantidade possível de obras
e serviços prioritários.
A escolha destas prioridades deve fazer parte de um plano, que não perca de vista
o planejamento global da cidade, planejamento este de suma importância para
evitar que ocorra o desperdício de Recursos em ações isoladas ou de cunho
político, que possam vir a constituir-se no futuro em realizações desconexas
sem a menor utilidade para o desenvolvimento do conjunto urbano.
Segundo estudos, (Evelyn Levy) existem duas grandes armas contra o desperdício do dinheiro público. Uma é a fiscalização e o controle popular que podem ser realizados pela implementação
de Sistemas de Prestação de Contas por parte dos órgãos públicos, tornando-as
mais transparentes e constantes, incluindo-se a criação de instituições especializadas
para a avaliação das Prestadoras de Serviços, que contem com instrumentos eficientes
de medição, bem como do fortalecimento de projetos como o do Orçamento Participativo,
que tem como base o envolvimento direto da comunidade na adoção das prioridades
e na destinação das verbas municipais. A segunda seria acirrar a (concorrência) competição
entre as Prestadoras de Serviços realizados pelos Setores Públicos e Privados,
ampliando-se a descentralização dos mesmos (LEVY, 1997).
É importante saber,
que os desequilíbrios entre Receita e Despesa
são muito comuns em quase todas as Administrações Públicas e bem difíceis
de serem superados pela grande maioria dos municípios, o que torna imperativo o planejamento
racional e adequado dos gastos municipais. É fundamental a priorização de ações
nos setores que interferem diretamente no desenvolvimento e no futuro das
cidades e suas populações, como são hoje, por exemplo, a Educação, a Saúde, o Saneamento e a Preservação do Meio Ambiente,
destinando-se as verbas com o máximo de rigor possível, a fim de garantir o
cumprimento dos objetivos estabelecidos.
Finalmente, lembrar a
importância da regulação e execução das ações previstas no Orçamento Municipal e Controles (Internos e Externos) da
fiscalização efetiva do seu cumprimento e emprego das verbas públicas que pode
ser realizada tanto pela Câmara Municipal
e Tribunal de Contas quanto pela
própria População, a fim de garantir
que, nos casos de irregularidades, sejam utilizados os mecanismos punitivos e
aplicadas as penas de responsabilidade para com o dinheiro público previstas em
lei, que podem chegar até à cassação do Prefeito. - Fontes:
ZMITROWICZ, W., BISCARO, C., MARINS, K. R. C. C. A
organização administrativa do município e o orçamento municipal. São
Paulo: EPUSP, 2013. 38 p. (Texto Técnico da Escola Politécnica da USP,
Departamento de Engenharia de Construção Civil, TT/PCC/20)

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