O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, encerrou nesta quinta-feira seu mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com críticas aos sucessivos escândalos de corrupção e ao fisiologismo no Congresso Nacional. Noronha, que foi relator de um dos processos que pede investigações por irregularidades praticadas na campanha da petista Dilma Rousseff à reeleição, disse em seu discurso de despedida que o país passa por um conjunto de crises, entre elas o "sumiço da ética".
"Somos bombardeados a todo o momento por notícias de corrupção como se o Brasil fosse uma terra minada", disse Noronha. "A baixa cotação do homem honesto, da crescente disputa entre os mercadores do parlamento, de multiplicação dos compradores de opinião e até de votos nos leva a questionar se persiste a necessidade de a Justiça continuar com os olhos vendados."
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